segunda-feira, 2 de novembro de 2009

FUNDAÇÃO JAQUEIRA: Novo vídeo Curso Cuidadores Idosos da Fundação Jaqueira.#links

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FUNDAÇÃO JAQUEIRA: Dias determinados para inscrições na Paróquia da Vitória. 71 9619 6129. 71 3011 1188

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FUNDAÇÃO JAQUEIRA: Inscrições abertas para os cursos de novembro de 2009.

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Glossário da Osteoporose.

Amenorréia: interrupção do ciclo menstrual

Biofosfonato: remédio que desacelera a perda óssea, melhora a densidade do osso e evita fraturas.

Cálcio: metal alcalino-terroso. É responsável pela formação dos ossos e dos dentes. Também ajuda na coagulação sanguínea, na contração e no relaxamento muscular, na transmissão nervosa e na regulação dos batimentos cardíacos

Calciotonina: hormônio natural usado no tratamento da osteoporose. Ajuda a regular os níveis de cálcio no corpo, construindo o osso
Cloridrato de raloxifeno: droga parecida com o estrogênio que é usada para tratar a osteoporose. Desacelera a perda óssea e ajuda a fortalecer os ossos

Densitometria óssea: exame que mede a densidade óssea, capaz de indicar se a pessoa tem osteopenia ou osteoporose. É realizado na coluna lombar e no fêmur, locais onde mais ocorrem as fraturas em quem tem osteoporose. O exame é rápido e indolor
Estrogênio: Um dos principais hormônios da mulher. Fabricado pelos ovários, é responsável pela produção de diversos tecidos do corpo

Fêmur: maior osso do corpo humano. Fica localizado na coxa

Forteo: hormônio sintético injetável que estimula o crescimento do osso e reduz o risco de fraturas na espinha em casos mais graves. Usado no tratamento da osteoporose.

Massa óssea: quantidade de osso no corpo

Osteoblastos: células responsáveis por construir o osso

Osteoclastos: células que responsáveis por eliminar as células envelhecidas

Osteopenia: densidade óssea menor do que a normal, mas maior do que aquela que indica osteoporose. É um alerta que diz que você pode desenvolver osteoporose

Osteoporose: enfraquecimento dos ossos a um ponto que ele pode se quebrar porque perdeu densidade. Não traz dor, em geral. O incômodo só surge quando ocorre a fratura

Terapia hormonal: Para amenizar os sintomas da menopausa, o médico pode indicar um tratamento com hormônios. Pode ser apenas o estrogênio ou a combinação dele com a progesterona. Pode melhorar a atrofia genital, as ondas de calor e a perda de cálcio. Por outro lado, há sérios riscos envolvidos, como parada cardíaca, trombose, derrame e câncer de mama

Vitamina D: vitamina essencial para a absorção do cálcio pelos ossos e para melhorar a força muscular. Você pode obter a quantidade necessária de vitamina D em quatro copos de leite por dia ou ao se expor ao sol diariamente por 15 minutos








http://www.minhavida.com.br/conteudo/1563-Glossario-da-osteoporose.htm

Causas e prevenção da osteoporose.

Causas e prevenção da osteoporose
Entenda mais sobre a doença

Apesar de não se saber a causa exata da osteoporose, é conhecida a forma como a doença se desenvolve. Os ossos são feitos de um material vivo que se renova constantemente. Uma casca dura o osso cortical envolve uma camada mais esponjosa o osso trabecular. Quando um osso fica enfraquecido pela tuberculose, os buracos na esponja ficam maiores e mais numerosos, enfraquecendo a estrutura interna do osso. Normalmente, aos 25 anos, a pessoa atinge o nível máximo de densidade óssea. Até os 30 anos, uma pessoa quase sempre gera mais osso do que perde. Com a idade, entretanto, o processo começa a se inverter, resultando numa perda gradual de massa óssea. É normal perder de 0,3% a 0,5% de densidade óssea por ano. Uma vez que essa perda atinja um determinado nível, a pessoa tem osteoporose. O estrogênio é importante para manter a densidade óssea nas mulheres. Quando o nível de estrogênio cai, a perda óssea passa a ser mais intensa. Depois da menopausa, a perda óssea se acelera para entre 2% e 4% ao ano. Esta aceleração a partir da menopausa é a principal causa de osteoporose entre mulheres.

Causas de fraturas na espinha
Se você tem mais de 60 anos e sofre de dor nas costas, não pense que isso é normal, que faz parte do envelhecimento. A dor pode ser um sinal de pequenas fraturas que estão ocorrendo na coluna vertebral. Se seu osso estiver enfraquecido, atividades diárias podem causar fraturas na espinha. Isso pode acontecer quando você erguer um objeto, tropeçar, escorregar no tapete etc. Até tossir e roncar pode provocar fraturas. Depois de um certo número de pequenas fraturas, seu corpo começa a mostrar os efeitos, como o colapso de uma vértebra. Com isso, a pessoa pode ter até problemas respiratórios. Estudos indicam que pessoas que sofrem de fraturas na espinha têm um risco 23% maior de morrer.

Quem pode desenvolver osteoporose?
Importantes fatores de risco são: Idade: Ao redor dos 30 anos, a massa óssea começa naturalmente a declinar

Sexo: mulheres acima dos 50 anos têm mais risco de desenvolver osteoporose. Em geral, as mulheres estão quatro vezes mais propensas a desenvolver osteoporose. O fato de as mulheres serem mais leves, com ossos mais finos e terem maior expectativa de vida são alguns dos fatores que contribuem para isso
Estrutura óssea e peso: pessoas miúdas têm um risco maior de desenvolver osteoporose. Isso se justifica em parte pelo fato de elas terem menos ossos a perder
Histórico familiar: a hereditariedade é um dos mais importantes fatores de risco para a osteoporose
Histórico de fraturas
Medicamentos: alguns medicamentos, como os esteróides (usados em homens que não fabricam suficiente testosterona), podem aumentar o risco de desenvolver a doença

Quem deve fazer exames para verificar a densidade óssea?
Todas as mulheres com mais de 65 anos Mulheres com menos de 65 anos que tenham histórico de osteoporose na família, histórico de fratura antes dos 50 anos e que sejam fumantes
Quem está abaixo peso
Quem toma remédio que cause perda óssea
Quem tem doenças que possam agravar ou levar à osteoporose: hipertireodismo, doenças crônicas do pulmão, hiperparatireodismo, câncer, doenças que levem a uma baixa absorção intestinal, hepatite crônica, doenças renais, síndrome de Cushing (distúrbio endócrino), esclerose múltipla, artrite reumática, endometriose, deficiência de vitamina D, sarcoidose e hemocromatose

O cigarro e a osteoporose
Há mais de 20 anos o cigarro foi identificado como um fator de risco para a osteoporose. Estudos recentes mostram alguma forma de correlação entre o tabaco e a queda da densidade óssea. Porém, analisar o impacto do cigarro no osso é difícil. Não se sabe se a redução da massa óssea se deve ao cigarro em si ao a outros fatores de risco comuns aos fumantes, como beber mais, se exercitar menos e ter dietas alimentares pobres. Mulheres que fumam também tendem a entrar na menopausa antes. De qualquer forma, a melhor coisa que um fumante pode fazer para proteger seus ossos é largar o vício.

O álcool e a depressão
O álcool impacta a saúde óssea por diversos motivos. Para começar, o excesso de álcool interfere no balanceamento do cálcio, um nutriente essencial para os ossos. Também aumenta os níveis do hormônio paratireoidano (PTH), o que por sua vez reduz as reservas de cálcio do corpo. Outro ponto negativo é que o álcool interfere na produção da vitamina D, essencial para a absorção de cálcio. Além disso, tanto em homens quanto em mulheres, a bebida em exagero altera os níveis hormonais.

Nos homens, reduz a produção de testosterona, um hormônio relacionado à produção de células que estimulam a formação dos ossos. Nas mulheres, leva o ciclo menstrual a ficar irregular, um fator que diminui os níveis de estrogênio, aumentando o risco de osteoporose. O volume de cortisol também tende a se elevar em pessoas alcoólatras. O cortisol é conhecido por reduzir a formação dos ossos e aumentar a possibilidade de fraturas. Outro ponto a ser considerado é que o álcool leva à tontura e à falta de equilíbrio. Por isso quem bebe mais tende a cair mais, elevando o risco de fratura.

Excesso de exercícios e osteoporose
Você está se exercitando demais? Comendo de menos? Sua menstruação está irregular ou parou? Em caso positivo, você pode estar se arriscando, prejudicando sua saúde, sua habilidade de continuar ativo e o risco de se machucar. Além disso, pode aumentar suas chances de desenvolver osteoporose. A falta ou irregularidade da menstruação leva à queda dos níveis de estrogênio. Quanto mais baixo estiver esse hormônio, maior o risco de se ter osteoporose. Por esses motivos, preste atenção se você não está exagerando nos exercícios por pura vaidade. Lembre-se de sempre fazer as coisas na medida certa.

Osteoporose em homens
A osteoporose não ocorre apenas em mulheres. É uma doença que ataca ambos os sexos. Quatro em cada dez mulheres e um em cada dez homens quebra uma costela, a espinha ou o pulso. Mas, diferentemente do que acontece com as mulheres, nos homens, a osteoporose é normalmente uma doença secundária, ou seja, causada por outros distúrbios. Isso porque aos chegar aos 30 anos, idade em que os ossos atingem seu auge, o homem tem uma quantidade maior de massa óssea do que a mulher. Assim, é mais difícil de seu osso se fragilizar. Além disso, eles não sofrem com a menopausa. Apenas um problema genético pode levar à queda dos níveis de estrogênio nos homens.

Acredita-se que os principais fatores causadores da osteoporose em homens seja o abuso do álcool e o uso de glicocorticóides (hormônios). O baixo nível de testosterona pode ser outra explicação. Mas boa parte dos casos de osteoporose masculina ainda permanece sem explicação. Como a osteoporose é mais rara em homens, muitas vezes ela não é diagnosticada. Isso eleva o risco de ocorrência de novas fraturas.

Estratégias de prevenção

Pare de fumar
A melhor coisa que um fumante pode fazer por seus ossos é parar de fumar. Mesmo que tarde na vida, isso pode limitar a perda óssea.
Tenha uma dieta balanceada, rica em cálcio e vitamina D
Boas fontes de cálcio incluem produtos lácteos com pouca gordura, folhas, comidas e bebidas enriquecidas com cálcio. Os suplementos também podem ajudá-lo a ingerir a quantidade adequada de cálcio. A vitamina D é essencial, já que ela ajuda na absorção do cálcio. Ela pode ser obtida através da exposição ao sol, da comida e dos suplementos. Gema de ovo, peixe de água salgada e fígado são boas fontes de vitamina D.
Exercícios
Assim como os músculos, os ossos são um tecido vivo que fica mais forte com os exercícios. Atividades que forçam seu corpo contra a gravidade e tenham algum impacto como solo são os melhores para os ossos. Alguns exemplos são: caminhada, subir escada, dançar e levantar peso. Evite o consumo excessivo de álcool
Beber muito está associado ao aumento de fraturas nas costelas, na espinha e no pulso. Beber álcool em excesso interfere no balanceamento do cálcio no corpo. Também afeta a produção de hormônios, que são uma proteção do osso e de vitaminas, que são essenciais para a absorção do cálcio. Muito álcool também pode levar a mais quedas e, por conseqüência, a mais fraturas. Converse com seu médico sobre o exame de densidade óssea
A densitometria mede a densidade dos ossos de várias partes do corpo. Os exames podem detectar a osteoporose antes que uma fratura ocorra e podem prever suas chances de quebrar um osso no futuro.
Verifique se os remédios são uma opção para você
Não há cura para a osteoporose. Contudo, há remédios disponíveis para a prevenção e o tratamento da doença. Seu médico pode dizer se a medicação é indica para seu caso.

Como eu posso prevenir a osteoporose?
Exercícios: Estabeleça um programa regular de exercícios. A atividade física torna seus músculos e ossos mais fortes e evita a perda de massa óssea. Exercícios com pesos feitos pelo menos três vezes por semana são os melhores para a prevenção da osteoporose
Coma alimentos com cálcio: Alimentar-se de comidas ricas em cálcio durante toda a vida ajuda a construir e manter ossos fortes. Excelentes fontes de cálcio são o leite e seus derivados, peixes enlatados, folhas de tom verde escuro (couve e brócolis, por exemplo), suco de laranja enriquecido com cálcio e pães feitos com farinhas enriquecidas
Suplementos: Para usar suplementos de cálcio, consulte seu médico. Certifique-se que não está ingerindo mais de 2.000 mg desta substância por dia. Isso pode causar pedras nos rins
Vitamina D: Essa vitamina é usada pelo corpo para absorver o cálcio. Ficar no sol por 20 minutos todos os dias ajuda a maioria das pessoas a absorver suficiente vitamina D
Medicamentos: Existem algumas drogas que previnem e tratam a osteoporose
Estrogênio: Esse hormônio produzido pelos ovários ajuda a evitar a perda de massa óssea. Repor o estrogênio depois da menopausa (quando os ovários param de produzir o hormônio) desacelera essa perda. Mas esse tratamento envolve riscos, por isso converse com seu médico
Evite certos medicamentos: Esteróides, alguns tratamentos para câncer de mama, anti-convulsivos, anti-coagulantes e medicamentos para tireóide aumentam a perda de massa óssea se não usados conforme recomendado. Converse com seu médico sobre como você pode reduzir seu risco através da dieta, exercícios ou até medicamentos
Outras medidas preventivas: Reduza a ingestão de álcool e não fume. Fumar leva seu corpo a produzir menos estrogênio, que protege os ossos. Muito álcool pode fragilizar seu osso

Como eu posso abastecer meu corpo de cálcio se eu sou intolerante à lactose?
Nesse caso, você pode acabar ingerindo uma quantidade menor de cálcio do que a necessária. Apesar de a maioria dos derivados de leite gerar rejeição, alguns iogurtes e queijos duros podem ser digeridos. Além disso, você pode comprar alimentos livres de lactose e que, ao mesmo tempo, são ricos em cálcio, como folhas, salmão e brócolis.

Quais são os exercícios de fortalecimento recomendados?
São todos aqueles que fazem seu músculo trabalhar contra a gravidade, como caminhada e subir escadas. Cerca de 30 minutos de exercício regular (de três a quatro vezes por semana) aliados a uma dieta saudável aumentam a massa muscular em pessoas jovens. Mas indivíduos mais velhos podem sofrer uma perda de massa óssea com os exercícios.

Fontes de cálcio
Produtos lácteos são ricos em cálcio, substância essencial para a construção e manutenção dos ossos fortes. Mas derivados de leite não são o único alimento capaz de prover cálcio. Veja qual é a recomendação diária de ingestão de cálcio para a sua idade:
3 a 10 anos: 800 mg ou três copos de leite*
11 a 24 anos: 1.200 mg ou quatro copos de leite*
Adultos: 800 mg ou três copos de leite*
Mulheres a partir dos 45 anos: 1.500 mg ou cinco copos de leite*
Mulheres grávidas ou que estejam amamentando: 1.200 mg ou quatro copos de leite*
*copo de 250 ml

O leite e seus derivados são os alimentos dos quais o organismo consegue melhor absorver o cálcio, além de serem os mais ricos. Entretanto, frutos secos e sardinhas também são boas fontes. Folhas verdes e cereais, como a aveia, contêm cálcio, mas são alimentos de má absorção de cálcio pelo corpo. Mesmo quando a osteoporose já está instalada em seu corpo, a ingestão de cálcio pode ser útil. Estudos mostram que mulheres com idade avançada que seguiram uma dieta rica em cálcio e em vitamina D conseguiram reduzir as fraturas.

Vitamina D e osteoporose
De nada adianta ingerir apenas cálcio para tratar a osteoporose. É preciso também absorver alimentos ricos em vitamina D porque:
Ela ajuda na absorção de cálcio pelo intestino
A falta de vitamina D causa osteomalacia, o amolecimento dos ossos
A combinação de cálcio e vitamina D aumenta a densidade óssea e reduz as fraturas em mulheres pós-menopausa

A vitamina D vem dos alimentos e também da pele. A produção de vitamina D pela pele depende da exposição ao sol. Pessoas que vivem em regiões ensolaradas podem produzir a maior parte da vitamina D que precisam pela pele. Por outro lado, quem não se expõe muito ao sol pode ter uma deficiência de vitamina D. Daí a importância de uma alimentação rica nesse nutriente. Caso você já tenha osteoporose, talvez seja recomendável conversar com seu médico sobre o uso de suplementos alimentares para aumentar a ingestão de vitamina D. O exagero na ingestão de vitamina D também perigoso. Pode levar à elevação da quantidade de cálcio no sangue e na urina e também causa pedras nos rins.

Como evitar fraturas na espinha
Para evitar futuras fraturas na espinha, é preciso tratar a osteoporose e começar a construir ossos mais fortes. Formas naturais de se fazer isso são: ingestão de mais cálcio e vitamina D e exercícios de fortalecimento. Você também pode tomar remédios para deter ou desacelerar a osteoporose, o que inclui:
Biofosfonatos: desaceleram a perda óssea, melhoram a densidade do osso e evitam fraturas. Para uma boa absorção, requerem que a pessoa esteja em jejum e fique de pé por pelo menos meia hora depois de tomá-los. Um efeito colateral pode ser a perda óssea na mandíbula, mas o risco é baixo. Converse com seu médico sobre isso
Calciotonina: um hormônio natural que ajuda a regular os níveis de cálcio no seu corpo, construindo o osso. Tem efeitos sobre a dor
Forteo: um hormônio sintético injetável que estimula o crescimento do osso e reduz o risco de fraturas na espinha em casos mais graves
Cloridrato de raloxifeno: uma droga parecida com o estrogênio que desacelera a perda óssea e ajuda a fortalecer os ossos

Se o seu caso de osteoporose é muito grave, é recomendável que você converse com o seu médico sobre a possibilidade de tomar remédios. Ele pode lhe ajudar a escolher o medicamento mais adequado.

Além disso, existe a terapia hormonal:
Nas mulheres: estrogênio ou a combinação de estrogênio mais progesterona
Nos homens: a testosterona pode ser indicada, apesar de esse tratamento ainda ser discutido Cálcio, vitamina D, biofosfonados, calciotonina e Forteo podem ser usados tanto por homens quanto por mulheres. Já o estrogênio, a progesterona e o cloridrato de raloxifeno são dados apenas às mulheres. A testosterona é aplicada somente nos homens


http://www.minhavida.com.br/conteudo/1560-Causas-e-prevencao-da-osteoporose.htm

Envelhecer é inevitável, pois esse processo se inicia a partir do momento em que nascemos. Mas, você pode escolher como será esse processo.

Além do envelhecimento diária, existe o que se chama envelhecer de forma fisiológica ou patológica . O que significa isso? O envelhecimento fisiológico é aquele que depende da nossa genética e por enquanto ainda é imutável, ou seja, aos 15 ou 20 anos de idade, você normalmente tem o corpo que seus genes determinaram, mas aos 40 anos você tem o corpo que merece. Daí para frente, vai depender de suas escolhas em relação aos hábitos de vida como aquilo que você come, se faz ou não exercícios físicos, como administra seu equilíbrio emocional e se cuida de sua saúde de forma preventiva, usando o que a medicina moderna tem a oferecer. O envelhecimento patológico ocorre a partir do momento em que as pessoas passam a aceitar que existem doenças próprias da velhice e se comportam de maneira passiva em relação à sua saúde.A partir do que foi colocado surge o conceito de idade cronológica e idade biológica. Qual a diferença? A idade cronológica não pode ser modificada e está registrada em seu documento de identidade enquanto que a idade biológica se refere ao estado de conservação de seu organismo. Portanto, essa idade pode ser mudada e/ou retardada desde que você passe a se alimentar de forma

equilibrada, evitando gorduras saturadas e carboidratos refinados (de alto índice glicêmico), faça atividade física regular, pelo menos três vezes por semana, associando exercícios aeróbicos com musculação, cuide de seu bem-estar emocional e procure o auxílio da medicina preventiva. É fácil e até intuitivo aceitar que se deve comer bem e praticar exercícios, mas e o emocional, o que tem a ver com o envelhecimento?
Hoje em dia se sabe que o stress crônico, muito comum na vida das pessoas, leva a uma ativação exagerada da nossa glândula supra renal que produz excesso do hormônio cortisol. Esse hormônio favorece o ganho de peso, principalmente acúmulo de gordura abdominal e acelera o processo de envelhecimento. Quem é mais jovem? Uma pessoa de 48 anos ou uma de 70 anos?

A resposta correta é: depende da idade biológica, ou seja, é possível uma pessoa de 70 anos ter uma idade biológica de 55 anos e vice-versa. São vários os fatores que levam ao envelhecimento patológico e os principais são: dieta incorreta, stress, sedentarismo, estilo de vida inapropriado, desequilíbrio hormonal, desequilíbrio na bioquímica cerebral e formação excessiva de radicais livres.

Que desequilíbrio hormonal é esse? Na realidade, os nossos hormônios não caem porque envelhecemos, mas sim envelhecemos porque os hormônios caem. Daí a importância de se fazer uma avaliação clínica e laboratorial periódica minuciosa com o objetivo de se procurar ajuda médica através de uma modulação hormonal feita de forma criteriosa. Invista na sua idade biológica, pois não basta acrescentar anos à sua vida, mas sim vida a seus anos.


http://www.minhavida.com.br/conteudo/1336-Invista-na-sua-idade-biologica.htm

Revitalize seu corpo com a prática de exercícios físicos.

Assim você evita escorregões e ainda reforça o seu sistema imune!

Engana-se quem pensa que freqüentar a academia seja coisa somente para jovens. A cada dia surgem mais e mais pesquisas reforçando o leque de benefícios da atividade física na terceira idade.

Uma simples caminhada já faz grande diferença, podendo ajudar a superar pequenos desafios cotidianos como levantar-se de uma cadeira. Atividades de rotina, como dedicar-se à jardinagem ou uma tranqüila ida à feira também dão sua parcela de contribuição. Os cientistas já constataram que a atividade física também melhora o sistema imunológico, aumenta a força e a resistência.

Uma rotina mais movimentada também é essencial para manter a cabeça em forma, evitando os esquecimentos e as confusões tão comuns com o passar do tempo. Um estudo americano comparou dois grupos de idosos, um de sedentários e o outro que se exercitava regularmente. Ao final de três meses a turma que se exercitou teve um aumento na capacidade de resolver várias tarefas e uma melhora na concentração.

Para tirar todo o proveito da malhação vale investir, ainda, na musculação, que aumenta a força muscular, e nos alongamentos. Isso pode ajudar a combater o declínio do vigor que chega a 30% entre os 50 e 70 anos. Nas mulheres, principalmente, as práticas que desafiam a gravidade são ainda mais importantes: isso porque, com as mudanças hormonais iniciadas na menopausa, elas sofrem um grande desgaste ósseo que pode levar à osteoporose.


http://www.minhavida.com.br/conteudo/1476-Revitalize-seu-corpo-com-a-pratica-de-exercicios-fisicos.htm

Estímulos mentais retardam a evolução das temidas doenças degenerativas.

Um dos maiores temores do envelhecimento é a perda da autonomia, especialmente quando ela vem acompanhada do declínio das funções mentais. Nesse terreno, as demências são os maiores fantasmas que assombram quem cruza a fronteira da terceira idade. São síndromes que envolvem o comprometimento de funções cognitivas sem, no entanto, afetar a consciência da pessoa. Essas doenças afetam especialmente a memória, a inteligência, a capacidade de orientação, de julgamento e de convívio social.Elas podem ser degenerativas, como o Mal de Alzheimer, ou secundárias, em conseqüência de algum outro mal, por exemplo a arteriosclerose, o hipotiroidismo ou o alcoolismo.

O Mal de Alzheimer, por exemplo, atinge cerca de 20% dos octogenários. Ainda não se sabe ao certo como preveni-lo e ele não tem cura. No máximo, algumas drogas podem retardar seu progresso. Em 8 ou 12 anos, o Mal costuma levar à morte. Para quem já é portador destas doenças os medicamentos mais avançados para seu tratamento apenas retardam a sua evolução com pouca ou nenhuma resposta terapêutica, portanto sem resultados eficientes , conta a médica geriatra Luciane Páscoa, de São Paulo.

Entre os transtornos psiquiátricos, a depressão está entre os problemas mais comuns nessa faixa etária. Em alguns casos, pode até sinalizar a instalação de outra doença, como o Parkinson.

Um dos segredos para manter a cabeça jovem é manter-se ativo a vida inteira. É preciso investir em relacionamentos, em hobbies, em atividades que exijam concentração e interação social. Tudo isso favorece a massa cinzenta. Os especialistas recomendam, por exemplo, que os idosos façam trabalhos manuais, leiam muito, aprendam coisas novas. A leitura, especificamente, melhora atenção, memória e fluência verbal, revelou um estudo americano com mais de 500 idosos.

Manter essas funções em ordem é também uma questão de sobrevivência: a taxa de mortalidade aumenta quando essas capacidades despencam. Sim, manter o cérebro ativo pode ser sinal de longevidade


http://www.minhavida.com.br/conteudo/1475-Manter-o-cerebro-ativo-e-a-senha-da-longevidade.htm

Por que o envelhecimento acontece ?

O processo de envelhecimento envolve o declínio das funções do corpo. As células amadurecem até um ponto em que não conseguem mais se renovar. Os órgãos, então, vão perdendo funcionalidade. Sem falar que, ao longo da vida, nossas células sofrem constantes agressões dos radicais livres, do excesso de hormônios como a insulina em circulação, da alta taxa de gordura, entre outros. E isso vai desgastando os tecidos. Todo esse processo depende de fatores genéticos e ambientais, além da forma como o próprio metabolismo reage a essas agressões. Por isso cada um envelhece de um jeito. Entre os tecidos mais suscetíveis ao envelhecimento, por terem menor capacidade de regeneração, estão os músculos, o cérebro, o coração e os olhos.

Para garantir um envelhecimento saudável, ou pelo menos aumentar consideravelmente as chances de chegar lá, é preciso atuar na prevenção desde cedo. Aí entram os hábitos saudáveis desde a juventude, incluindo uma rotina de exercícios, uma dieta adequada e check-ups constantes. Estudos mostram, por exemplo, que um cardápio de baixas calorias e cheio de nutrientes com alto poder antioxidante é capaz de retardar o processo. Além disso, é preciso atacar os problemas assim que eles forem surgindo. O idoso pode e deve tirar o máximo proveito de profissionais como dentista, fonoaudiólogo, nutricionista e fisioterapeuta. Eles podem suavizar dificuldades típicas da velhice. É preciso visitar o médico pelo menos uma vez ao ano e fazer exames preventivos. Entre as doenças mais comuns dessa fase estão osteoporose, diabetes, derrames e doenças cardiovasculares. Mas a mesma doença pode se apresentar de um jeito diferente na velhice.

Mas embora o corpo seja a parte que mais sofre com a passagem dos anos, deve-se dar igual importância à saúde mental. Pouca gente sabe a proporção que a depressão ganha na terceira idade. Afinal, trata-se de uma fase de grandes transformações, em que a vida muda, há perdas e lutos, falta de perspectivas. Para piorar, a depressão acaba abrindo caminho para outros males, como o alcoolismo, muito comum na terceira idade inclusive em mulheres.

Boa forma
Não tenho tempo
Estou muito velho, vou me machucar
Tenho vergonha de ir para uma academia onde só há gente jovem

Você provavelmente já disse ou já ouviu alguma das frases acima, ainda que com certas variações. Pode ser que você seja sedentário por algum desses motivos. Mas é hora de mudar. Os cientistas já sabem que é mais perigoso não se exercitar do que realizar qualquer tipo de atividade física, mesmo quando mais velho. E para isso você não precisa, necessariamente, gastar rios de dinheiro em uma academia ou com apetrechos para se exercitar. Você pode, por exemplo, formar um grupo de caminhada com seus amigos para andar em algum parque ou pelas ruas do seu bairro.

A maioria dos idosos, no entanto, não realiza qualquer tipo de atividade física. Se você se encaixa nisso, leia abaixo algumas razões para mudar de atitude:

Exercícios ajudam pessoas mais velhas a se sentirem melhores e a aproveitaram mais a vida, já que passam a ter mais disposição. Ninguém é muito velho ou muito fora de forma para se tornar mais ativo. Sempre há tempo
A prática de atividades físicas regulares pode prevenir ou retardar o aparecimento de algumas doenças como câncer, problemas no coração e diabetes. Também ajuda a manter o bom humor em alta e a espantar a depressão
Estar em forma e ser ativo faz com que os idosos se mantenham independentes e capazes de realizar as atividades que faziam antes, como se vestir, ir ao médico, fazer compras e visitar familiares

Faça da atividade física parte de sua vida. Procure coisas que lhe tragam prazer. Caminhe no parque, ande de bicicleta, tome conta do jardim, procure subir escadas ao invés de utilizar o elevador. Pequenas mudanças no dia-a-dia podem ser fazer diferença, tornando você uma pessoa mais ativa.

Tipos de exercícios
Existem quatro tipos de exercícios que deve ser feitos para que se tenha a mistura certa de diferentes atividades físicas.

1: Faça no mínimo 30 minutos de atividade aeróbica, ou seja, um exercício que force um pouco sua respiração e que exija mais fôlego. O ideal é fazer isso pelo menos três vezes na semana. Não é preciso realizar os 30 minutos de exercício de uma só vez. Você pode dividir o tempo em três de dez minutos, ou em duas de 15, como achar melhor. Como saber o tamanho do esforço que você está fazendo? Faça o seguinte teste: se você conseguir falar normalmente enquanto realiza o exercício, seja andar ou correr, então você não está se esforçando o suficiente. Se você não consegue falar de jeito nenhum durante a atividade, significa que o esforço está sendo muito grande.

2: Siga usando seus músculos. É muito importante desenvolvê-los. Quando estamos mais velhos, ter músculos desenvolvidos pode significar independência. É possível levantar com facilidade de uma cadeira ou de um sofá, por exemplo. Você pode levar seus netos para passear no parque e pode fazer suas atividades diárias sem a ajuda de ninguém. O ideal é fazer algum tipo de ginástica localizada ou de musculação, sempre sob orientação de profissionais especializados. Se você não gosta de academia, pode experimentar outras atividades que também dão tônus muscular, como a ioga.

3: Faça coisas que ajudem seu equilíbrio. Tente, por exemplo, ficar em pé apoiando-se apenas sobre um pé. Faça o mesmo com o outro pé. Se você não consegue, não se segure ou se apóie em nada. Tente começar, então, por algo mais simples. Levante-se da cadeira sem usar as mãos ou braços.

4: Alongue-se. Alongamento ajuda a manter seu corpo flexível e você terá mais liberdade para se movimentar. Mas tome cuidado, faça alongamentos quando seus músculos já estiverem aquecidos e nunca force a ponto de sentir fortes dores.

Quem deve se exercitar?
Quase todos, em qualquer idade podem melhorar sua saúde por meio do condicionamento físico. É necessário, porém, que você procure um médico ou um especialista em exercícios para lhe indicar qual o melhor treinamento. Mesmo pessoas com algum tipo de doença crônica como diabetes e problemas do coração podem se exercitar, desde que acompanhadas por um especialista. Na realidade, a atividade física pode ajudar na doença, mas somente nos períodos em que a doença está sob controle. Se você sofre com algum dos problemas abaixo, não deve iniciar um programa de atividade física sem antes consultar o médico:

Doença crônica ou risco de contrair uma doença desse tipo. Por exemplo, se você fuma, é obeso ou tem histórico de doenças crônicas na família
Falta de fôlego
Dores no peito
Infecções ou febre
Perda de peso não planejada
Feridas nos pés ou nos tornozelos que não curam
Sensação de palpitação no coração
Hérnia
Problemas na retina, ter feito alguma cirurgia nos olhos ou tratamento com laser

Dicas de segurança
Comece o exercício de forma devagar. Aos poucos vá aumentando o grau de dificuldade para não se machucar
Não prenda a respiração ao se alongar ou a exercitar os músculos. Siga sempre respirando e preste atenção em sua respiração. Se você, por exemplo, está levantando um peso, inspire quando o levantar e solte a respiração quando o soltar
Se você está tomando algum tipo de remédio ou tem alguma doença que modifica os batimentos cardíacos de seu coração, não confie nos freqüencímetros cardíacos utilizados para a prática de esportes
Use os equipamentos corretos para cada tipo de atividade a fim de evitar lesões. Se você for andar de bicicleta, esteja sempre de capacete. Se for correr ou caminhar, use os tênis indicados para essas práticas
A menos que seu médico lhe peça para limitar a quantidade de líquidos ingeridos, beba muita água e líquidos em geral quando se exercitar
Aquece seus músculos antes de iniciar a atividade. Faça, por exemplo, uma pequena caminhada ou ande um pouco de bicicleta para se aquecer

Lembre-se: exercício não deve ser algo muito dolorido ou que faça você se sentir extremamente cansado. É comum, especialmente no começo, que você sinta algumas dores, cansaço e desconforto. Com o passar do tempo, seu corpo se acostuma com a prática e esses incômodos tendem a desaparecer
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http://www.minhavida.com.br/conteudo/1540-Por-que-o-envelhecimento-acontece.htm

A velhice segundo a OMS começa aos 65 anos.

A velhice tem data certa para chegar: segundo a Organização Mundial da Saúde, essa etapa da vida começa oficialmente aos 65 anos ainda que alguns se sintam bem jovens nessa idade e outros comecem a sentir certos desgastes bem antes. De fato, a terceira idade não é, ou não deveria ser, sinônimo de decrepitude. Trata-se apenas de um estágio de vida. E há cada vez mais gente vivendo nessa etapa. Daí a necessidade de olhar para ela de forma especial.

Para se ter uma idéia, no começo do século XX, a expectativa de vida era de apenas 40 anos. Ao final deste século, será comum viver até 100 ou 120 anos. No ano 2000, os maiores de 65 anos eram 5% da população. Segundo estimativas do

IBGE, esse número vai saltar para 18% em 2050. Esses dados, com certeza, são motivo de comemoração. Isso significa uma verdadeira revolução. Mas trazem outros problemas: afinal, ninguém quer só viver muito, mas viver bem. E isso significa preservar as capacidades físicas e mentais para aproveitar plenamente o tempo que ainda tiver pela frente.

Não à toa os especialistas insistem que as doenças não são um encargo da velhice. Claro, existem os desgastes típicos da idade, os males crônicos que estão crescendo justamente em função do

envelhecimento da população e as limitações que chegam com o passar dos anos. O maior desafio, então, é conservar a autonomia e a saúde, apesar da passagem do tempo.

Nutrição
Conforme vamos ficando mais velhos, uma boa alimentação passa ter um papel cada vez mais importante para se ter uma vida saudável. Comer pouco sal, pouca gordura e muitas frutas, vegetais e fibras pode realmente reduzir as chances de se ter problemas relacionados à idade como doenças do coração, diabetes, derrame, osteoporose e outras moléstias crônicas. Alimentar-se de uma grande variedade de comidas faz com que você obtenha facilmente os nutrientes de que se corpo precisa.

Proteína: necessária para manter e reconstruir os músculos. É possível obter proteína com baixa quantidade de gordura em aves, peixes, ovos, soja.

Carboidratos: grande fonte de energia para o corpo. Existem dois tipos principais de carboidratos: açúcares simples, como sacarose (açúcar refinado), frutose (açúcar contido nas frutas) e lactose (açúcar presente no leite); e os carboidratos complexos, que são oriundos de vegetais e grãos. Ao contrário do açúcar refinado, frutas contêm vitaminas e fibras, produtos láticos também possuem vitaminas e cálcio, enquanto os carboidratos complexos têm vitaminas, minerais e fibras. Tente obter a maior parte dos carboidratos de sua dieta por meio da ingestão de vegetais, frutas e grãos e busque substituir alimentos ricos em gordura por carboidratos complexos.

Gordura: é também fonte de energia para o organismo. Para manter os níveis de colesterol no sangue baixos, você precisa ter como fontes principais de gordura, as poli-insaturadas (existentes no óleo de soja e de milho) e as monosaturadas (encontradas no óleo de oliva, abacate e nozes). O ideal é limitar a ingestão de gorduras saturadas (carne bovina, de porco, manteiga e queijos gordurosos). Você não precisa parar de comer esses alimentos, mas pode comê-los poucas vezes na semana e em pequenas porções. Evite as gorduras trans (hidrogenadas), encontrada nas margarinas e em alimentos industrializados, como bolachas.

Água: necessária para repor a que é utilizada para realizar as atividades básicas do corpo. Com o passar dos anos, os rins vão ficando menos eficientes em fazer com que o corpo fique hidratado. Por isso, é preciso fazer um esforço e beber pelo menos dois litros de água diariamente.

Quando se pensa em alimentação para a terceira idade, é preciso ter em mente as mudanças que ocorrem no corpo com o passar do tempo:

A necessidade diária de energia do corpo se reduz. Isso significa que você precisa de menos calorias por dia do que quando era mais novo. Seu médico ou um nutricionista poderá calcular sua necessidade diária de calorias e elaborar uma dieta específica
Mudanças hormonais são naturais e fazem com que o corpo produza e acumule mais gordura (especialmente na região da cintura) e menos músculos. Por isso, você passa a precisar menos de gordura e mais de proteína em sua dieta diária. Combine isso com atividades de desenvolvimento muscular e alongamento
Seus ossos perdem minerais mais rapidamente do que antes, especialmente se você é mulher e já está na menopausa, porque os baixos níveis de estrógeno aumentam a perda de massa óssea. Você precisará, então, de uma grande quantidade de cálcio para prevenir o aparecimento da osteoporose

Em outras palavras, o melhor modo de alcançar e manter um peso saudável conforme se envelhece, é ingerir menos calorias do que ingeria quando mais novo. Evite gorduras trans e saturadas. Elas são prejudiciais para os vasos sanguíneos, por aumentam as chances de entupimento dos mesmos e, por conseqüência, de arteriosclerose.

Ajuda para quem está abaixo do peso ou com uma nutrição pobre
Pessoas que estão abaixo do peso têm baixas reservas e menos condições de se recuperar prontamente após adquirirem algum tipo de doença ou lesão. Se você tem problemas em manter seu peso, precisará tomar medidas para engordar com saúde e, assim, ter mais energia para suas tarefas diárias. Siga as instruções de seu médico sem esquecer de:

Fazer três refeições diárias intercaladas com três pequenos lanches. Nunca pule refeições
Escolha alimentos calóricos de cada grupo. Prefira leite integral ao desnatado, por exemplo.
Como os alimentos mais calóricos na primeira refeição do dia, geralmente o café-da-manhã

Alimentos para uma vida longa e saudável
Os nutrientes corretos podem trazer mais vivacidade e saúde para as pessoas mais velhas. Não perca tempo, comece já a ter uma alimentação balanceada e saudável. Para começar, inclua alimentos dos quatro grupos de cores listados abaixo:

Verde-escuro: vegetais como brócolis, espinafre e repolho são ótimas fontes de cálcio para seus ossos e dentes
Vermelho: tomate, pimenta, amora, melancia e romã são fontes de licopeno e antocianina, fundamentais para o sistema urinário e para o bom funcionamento da memória
Laranja/Amarelo: cenoura, batata-doce, inhame e abóbora fornecem antioxidantes e fundamentais para a visão
Roxo: Berinjela, ameixa, amora silvestre são alimentos que também ajudam no bom funcionamento do sistema urinário, além de contribuírem para o aprimoramento da memória

Fibras para todo o corpo
As fibras ajudam a manter baixos os níveis de colesterol e de açúcar no sangue, além de contribuírem para o bom funcionamento do intestino. Há algum tempo, quando o estilo de vida era menos frenético, a maior parte dos alimentos consumidos tinha muita fibra. Agora estamos mais acostumados a beliscar pequenos lanches pouco saudáveis, comer em fast-food ou então, quando em casa, apenas esquentar comidas congeladas compradas no supermercado.

A verdade é que a maioria de nós deveria comer o dobro de fibras do que comemos atualmente se quiser nos beneficiar desses nutrientes. Estudos mostram que uma dieta rica em fibras incluindo alimentos como maçã, feijão, frutas, vegetais, aveia, arroz integral claramente reduz os níveis de colesterol no sangue. Alimentos com alta quantidade de fibras levam mais tempo para ser digeridos, então eles não causam picos de alta de açúcar no sangue, como quando ingerimos pão branco, batatas e doces. Como são alimentos de digestão mais lenta, trazem maior sensação de saciedade, o que faz com que a pessoa coma menos quantidades e consiga manter-se em seu peso ideal.

Cálcio para os ossos
Se você quer manter seus ossos fortes e reduzir as chances de fraturas quando ficar mais velho, comece agora a ingerir mais alimentos ricos em cálcio, como queijos de baixa caloria (o branco é o mais indicado) e leite. O cálcio também é responsável por manter os dentes fortes e ainda ajudar no funcionamento dos músculos de todo o corpo, inclusive o cardíaco, que faz com que o coração bombeie sangue para o organismo.

Conforme ficamos velhos, a quantidade de minerais nos nossos ossos se reduz. Pouco cálcio leva à perda de massa óssea e, conseqüentemente, a osteoporose e a maiores chances de fraturas. Para se abastecer de cálcio, escolha alimentos de baixa quantidade calórica e com pouca gordura como leite e iogurte desnatado e queijos magros. Uma porção desses alimentos pode conter pelo menos 30% das 1.000 miligramas diárias de cálcio recomendadas pela Organização Mundial de Saúde.

Água como fonte de energia
A água é necessária para ajudar o corpo a eliminar toxinas e a manter a pele e os tecidos hidratados. Ela também é essencial para quem tem uma dieta rica em fibras, pois ajuda esses nutrientes a realizarem de forma mais efetiva suas funções dentro do organismo. Jamais deixe de beber água por preguiça ou porque não quer se levantar da cadeira de trabalho ou da cama para ir ao banheiro. Mantenha sempre uma pequena garrafinha cheia ao seu lado, assim você não se esquecerá de tomá-la. Se você não gosta de tomar água, tente deixá-la um pouco mais saborosa. Coloque algumas rodelas de limão ou de laranja para dar algum sabor sem que seja preciso adicionar calorias ao líquido.

Saber envelhecer é mesmo uma arte.

Saber envelhecer é mesmo uma arte. Ainda mais numa sociedade que valoriza a eterna juventude, como se a velhice fosse algo a temer ou esconder. Não à toa assistimos a essa profusão de tratamentos e técnicas antiidade. Some-se a isso as dificuldades típicas da passagem dos anos e, de fato, para muitos, esse processo pode se tornar difícil. O primeiro passo é reconhecer as dificuldades do envelhecimento , ensina a psicóloga Maria Célia de Abreu, do Grupo de Profissionais para Estudos e Reflexões sobre Maturidade do IDEAC (Instituto para o Desenvolvimento Educacional, Artístico e Científico).

Esta é uma etapa de grandes transformações, em que a pessoa começa a sentir desgastes físicos, a ter limitações que antes não tinha, a sofrer perdas -- no trabalho, de oportunidades, de pessoas queridas. Os filhos saem de casa. É o último estágio , diz Maria Célia. Por isso é tão difícil aceitar a chegada dessa etapa. Mas de nada adianta querer segurar o processo à força, como se isso fosse possível.

O que pode ser feito sim é preparar-se para que ele seja o mais tranqüilo possível. Hoje, o envelhecimento saudável é um fator que engloba várias funções que culminam com a expectativa de vida alongada. Ele impõe não só boa condição física e mental, como também a inclusão social que lhe permita desempenhar tais funções , comenta a médica geriatra Luciane Páscoa, do Residencial Santa Catarina, em São Paulo.

É preciso investir na saúde do corpo, adotando bons hábitos desde cedo para preservar, ao máximo, as funções do organismo. Isso inclui exercícios físicos regulares, que melhoram a qualidade de vida. Após os trinta anos, o corpo humano tende a perder 10% da massa muscular a cada década e a única forma de evitar isso é fazer uso constante dos músculos.

Tão importante quanto preparar o corpo é preparar a cabeça. A participação em grupos é muito importante , nota a psicóloga Maria Célia. Além de inserir-se em equipes de terceira idade, vale fazer cursos, engajar-se em atividades dos mais diversos tipos e se dedicar ao voluntariado. O importante é não deixar a mente envelhecer. A espiritualidade também pode fazer muita diferença na hora de encarar os cabelos brancos. É a hora de devolver para a sociedade tudo o que recebeu , diz a psicóloga. Acima de tudo, é preciso ter objetivos de vida. A terceira idade está conseguindo um espaço em todas as atividades, do trabalho ao lazer. É possível envelhecer com dignidade , nota Luciane Páscoa. Envelhecer é obrigatório, crescer é opcional , ensina ela.


http://www.minhavida.com.br/conteudo/1474-Envelhecer-e-uma-arte44-escolha-as-suas-tintas.htm

Envelhecimento Saudável

Envelhecer é uma arte, escolha as suas tintas. Está nas mãos optar por um jardim colorido ou num borrão acinzentado. Revitalize seu corpo com a prática de exercícios físicos. Assim você evita escorregões e ainda reforça o seu sistema imune. Manter o cérebro ativo é a senha da longevidade. Estímulos mentais retardam a evolução das temidas doenças degenerativas.Invista na sua idade biológica.
Envelhecer é inevitável, pois esse processo se inicia a partir do momento em que nascemos. Mas, você pode escolher como será esse processo.


Fonte:http://www.minhavida.com.br/categoria/30-Envelhecimento-saudavel.htm

O CANTAR E A GERONTOLOGIA SOCIAL

ENVELHECIMENTO SAUDÁVEL - O CANTAR E A GERONTOLOGIA SOCIAL
Claudia Regina de Oliveira Zanini1


RESUMO: Introduz-se um novo conceito, Coro Terapêutico, conduzido por um musicoterapeuta. Apresentam-se alguns dados de uma pesquisa qualitativa, envolvendo Musicoterapia e Gerontologia. A coleta de dados baseou-se em fichas musicoterápicas, relatórios, gravações, filmagens, depoimentos por escrito e entrevistas filmadas; todos devidamente autorizados. A análise dos dados baseou-se no paradigma fenomenológico. Concluiu-se, após análise do fenômeno pesquisado, que três essências se revelaram, depreendidas do fenômeno pesquisado: o “cantar” é meio para auto-expressão e auto-realização; as canções revelam a “subjetividade / existencialidade interna do ser”; e, a auto-confiança do “ser”, participante do Coro Terapêutico, faz com que ele tenha expectativas para o futuro. Finalmente, considerou-se que o musicoterapeuta, para atuar em Gerontologia, deve repensar “sua” relação com as múltiplas faces do tempo.
PALAVRAS-CHAVE: Coro Terapêutico, Musicoterapia, Gerontologia e Fenomenologia.

INTRODUÇÃO
Quem não se lembra de receber agrados de seus avós? Quem pode afirmar que nunca imaginou acompanhar o processo de envelhecimento de seus pais? Quem já observou suas mudanças corporais através dos anos e se imaginou com os cabelos prateados? Aqueles que respondem negativamente a estas questões provavelmente devem se preparar para o processo inevitável que é o amadurecimento do ser humano - o envelhecimento, as perdas físicas, os ganhos de experiências, a sabedoria e muitas outras características positivas e/ou negativas.

Estes conhecimentos, esta experiência de vida precisa ser valorizada. A velhice deve ser entendida como uma etapa da vida, da mesma forma que temos a infância, a adolescência e a maturidade. São fases, etapas da vida, nas quais acontecem modificações que afetam a relação do indivíduo com o meio, com o outro e com ele mesmo, dentro de um determinado ou, geralmente, indeterminado tempo. Por que indeterminado? Na verdade, quais são esses tempos? Existem múltiplas dimensões do tempo para todo ser humano e a relação de cada indivíduo com estas dimensões leva a histórias diferenciadas de vida. Pode-se indagar: Como um indivíduo chega à velhice, a uma idade mais avançada? Quais as suas características pessoais? Há alguma patologia instalada? Tem uma vida social ativa? Alguma habilidade foi perdida ou está em processo de degeneração? E a memória, como está? É uma velhice bem sucedida?

Segundo Neri (1995, p. 34), velhice bem-sucedida é “uma condição individual e grupal de bem-estar físico e social, referenciada aos ideais da sociedade, às condições e aos valores existentes no ambiente em que o indivíduo envelhece, e às circunstâncias de sua história pessoal e de seu grupo etário.”

Na busca por algumas destas respostas acima e priorizando a melhoria da qualidade de vida do idoso, frente ao meio em que vive e aos desafios que encontra na sociedade brasileira, criou-se o Coro Terapêutico, uma atividade que vem sendo desenvolvida há cerca de oito anos, sendo conduzida por uma musicoterapeuta, autora deste trabalho.

A área do Envelhecimento e Saúde Mental é um dos campos de estudos e debates mais relevantes no campo da Epidemiologia, nela a Síndrome Cerebral Orgânica (SCO) e a depressão são dois dos mais importantes distúrbios observados na comunidade, entre os indivíduos da Terceira Idade.

Veras (1997) alerta para o fato de que estas doenças repercutem não só no campo da saúde, mas têm importantes conseqüências de ordem social, num sentido amplo. Também repercutem na vida de cada indivíduo e de sua família. O autor explica: “Compreende-se por SCO o comprometimento das funções corticais incluindo memória, da capacidade de solucionar problemas cotidianos, da habilidade motora, da linguagem e comunicação e do controle das reações emocionais. Não há turvação da consciência. [...] A depressão inclui as categorias nosológicas depressão maior e distimia.” (p. 17-18)

Observa-se uma crescente necessidade de atenção a esta faixa etária. Neste âmbito têm surgido ações numa perspectiva de criar condições para o resgate da cidadania. Esta coexistência voluntária já é fundamentada por Augras, que em 1994, afirmava que “o mundo humano é essencialmente de coexistência. O homem define-se como ser social e o crescimento individual depende, em todos os aspectos, do encontro com os demais.”(p. 55) Também Zanini (2000, p. 3) ressalta que: “o cantar na Terceira Idade pode proporcionar a descoberta de novas possibilidades para o indivíduo, pois existem atividades que deixamos de vivenciar no decorrer de nossas vidas por falta de tempo, pelo acúmulo de stress aliado à necessidade de sobrevivência e, até mesmo, por não termos acesso ou oportunidade.”

O Coro Terapêutico é, portanto, uma nova atividade que se propõe, baseada num conceito novo de coro. Dá ao coro - atividade que com o passar dos séculos tem tido funções diferenciadas (artística, educacional, empresarial) - uma função terapêutica, com objetivos terapêuticos. Envolve uma promissora área de atuação profissional para o musicoterapeuta.

Pensando na utilização da música com objetivos terapêuticos, o tema em estudo envolve um assunto, nas últimas décadas bastante abordado, o envelhecimento da população mundial, principalmente, em nosso país que, segundo declarações da Organização Mundial de Saúde, terá na segunda década deste milênio, a sexta população mais idosa do mundo e a maior da América Latina. Este dado decorre do aumento na expectativa de vida, pois com os grandes avanços nas áreas da saúde, o ser humano passa a ter cada vez mais possibilidade de estender sua longevidade.

Moreno (1993), citado por Rodrigues (1999, p.113) afirma, em consonância aos trabalhos realizados com grupos de idosos, que “a criatividade e produtividade crescem com mais intensidade em grupos baseados em auxílio mútuo do que em grupos reunidos por acaso, ou em grupos cujos membros são mutuamente hostis. No universo social há uma produtividade autêntica”.

Atualmente, sabe-se que quanto mais uma pessoa exercita sua mente, maiores possibilidades terá de mantê-la ágil e receptiva; portanto, ainda suscetível ao desenvolvimento.


Idosos tocando na SBPC - Goiânia, 2002



GERONTOLOGIA SOCIAL - UMA ÁREA EM EXPANSÃO

A palavra Gerontologia vem do grego, geron, que significa “velho, velhice”. Fraiman (1995, p. 26) afirma que “Gerontologia é uma macrociência que estuda o envelhecimento nos seus múltiplos aspectos biopsicossociais, enfocando tanto os grupos de idades, quanto as fases ou ciclos do desenvolvimento humano.”Ela acredita que esta é uma proposição bem mais abrangente e integradora, pois convergem para a Gerontologia estudiosos de várias áreas que se inter-relacionam necessariamente.

Martins De Sá (1999, p. 225) refere-se à criação da Gerontologia, ressaltando:

Quando mergulhamos na dimensão histórico-social dessa ciência, originária do início do século XX, com desenvolvimento crescente no pós-guerra, verificamos de maneira mais clara sua finalidade, voltada para o alcance da longevidade e da qualidade de vida no período denominado de ‘velhice’. Essa qualidade é traduzida por saúde, independência, condições de vida do idoso, do ponto de vista físico, psicológico, social , cultural.

Segundo Neri (1995, p.16), também comentando a origem da gerontologia:

...na primeira década do século XX, dois cientistas propuseram a criação de disciplinas voltadas para o estudo do envelhecimento. Em 1903, Metchnicoff defendeu a idéia da necessidade de uma nova disciplina científica, a gerontologia, nome cunhado com base em gero (velho), e logia (estudo ou conhecimento) ... Em 1909 o médico Nascher introduziu na literatura o termo geriatria, neologismo cunhado para denotar o estudo clínico da velhice, assim como pediatria significa o estudo clínico da infância.

As questões bio-psico-sociais têm sido pontos de constantes estudos na área da gerontologia, pois têm reflexo direto na vivência de cada ser humano. Para Carstensen (Apud NERI, 1995), três teorias explicam a redução das interações sociais na velhice: a teoria do afastamento, a teoria da atividade e a de trocas sociais. A primeira sustenta que a redução do contato social representa um mecanismo adaptativo por meio do qual a pessoa dissocia-se da sociedade e a sociedade dissocia-se da pessoa, o afastamento social é mútuo e adaptativo, do qual faz parte o distanciamento emocional. A segunda, teoria da atividade, contrasta com a primeira, pois presume que os idosos desejam manter contatos sociais, mas que são prejudicados pelas barreiras físicas e sociais impostas pela idade. A teoria das trocas sociais sustenta que os limitados recursos da velhice causam uma diminuição na amplitude das relações sociais.

Com relação às teorias psicológicas clássicas de estágios, Neri (1995) assinala que não há lugar para uma concepção evolutiva sobre a velhice, pois estão imbricadas com as concepções tradicionais da gerontologia, segundo as quais a velhice é sinônimo de doença, incapacidade e perdas.

Corrêa (1996) evidencia um processo de envelhecimento integrado, em que os fatores biológicos se somam aos ambientais e aos psicológicos, numa visão biopsicossocial do envelhecimento.

Acredita-se que não há apenas uma, mas várias dimensões da idade a serem consideradas por todo indivíduo, pois de acordo com a maneira com que cada indivíduo se situa frente às dimensões do tempo, ele conduzirá o seu viver. Fraiman (1995) comenta a idade cronológica, a biológica, a social e a existencial.

Em concordância com a autora, considera-se que a idade cronológica somente, nada nos revela sobre a existência, a personalidade, a intelectualidade, a produtividade e a energia vital. “A pessoa é muito mais do que a simples expressão de suas atuais condições físicas e de saúde, uma vez que a dimensão mental e experiencial também agem e se modificam a cada instante.” (FRAIMAN, 1995, p. 21)

Para Rodrigues (1999, p. 22): “Urgem maiores estudos que analisem a vivência da subjetividade na velhice, estimulando um questionamento profundo, que se expresse nas relações entre as pessoas e nos programas governamentais.”

O CANTAR, O CORO TERAPÊUTICO E O ENVELHECIMENTO SAUDÁVEL

O ato de cantar contribui para a estruturação do ser humano, colabora na construção cultural e desenvolve habilidades aprendidas. Para cantar, a saúde e o equilíbrio psicológico são fundamentais. O exercício do canto é a prática da expressão, da memória e estes, entre outros, levam à espontaneidade. Fechando este círculo de argumentações, vê-se que o canto é terapêutico, pois ninguém canta ao acaso. Como o ser humano usa a voz? Por que o faz? O que acontece com o ser humano ao utilizar seu próprio instrumento / aparelho fonador?

Cantar é, entre as atividades a serem desenvolvidas no setting musicoterápico, considerada por muitos profissionais como rica fonte para possibilitar o desenvolvimento das mais diversas habilidades humanas. No livro É Preciso Cantar, Millecco Filho, Brandão E Millecco (2001) vêm compartilhar suas importantes experiências na utilização de canções em Musicoterapia. Afirmam:

O canto é um elemento estruturante para o ser humano [...] O homem vem, então, expressando-se musicalmente através da voz: nos cantos de trabalho, nos cânticos guerreiros, nos cantos religiosos ou sacros, nos acalantos de mães ou pais embalando filhos, nas festas, nos jogos, na crônica social de época, nas óperas associando dramas e mitos ao canto, nas canções populares... Enfim, em suas atividades, talvez as mais significativas, o ser humano lança mão do cantar. (p. 109)

Para que o musicoterapeuta trabalhe com a voz, com o cantar, além de procurar pesquisar as significações desta expressão vocal no processo musicoterápico, considera-se imprescindível que obtenha maiores conhecimentos a respeito deste instrumento natural, do aparelho fonador e do respiratório, para que seja possível evitar maiores esforços e, se necessário, deverá sugerir ao paciente/cliente a busca de um outro profissional especializado, seja na fisiologia ou no funcionamento, um otorrinolaringologista e/ou fonoaudiólogo.

Brack (2000, p. 198) afirma que cantar é diferente de falar e comenta: “...a começar pelo cérebro, cujas camadas corticais são diferenciadas nas duas funções. A fala e tudo mais que é automatizado está armazenado em camadas mais profundas do córtex cerebral. O que é mais elaborado, como tocar piano e cantar, por exemplo, está armazenado nas camadas mais superficiais.” Coelho (1999, p. 11) destaca que “a voz é o resultado sonoro de um instrumento que exige cuidados. Antes de tudo, uma voz só é boa se provém de um organismo sadio.[...] Também a saúde e o equilíbrio psicológico são fundamentais.”

Segundo Cerqueira (1996, 4), “o corpo e a voz são instrumentos dos seres humanos e assim como os instrumentos musicais eles precisam ser afinados para transmitir ao mundo tudo o que tem a expressar!” A autora propõe o termo “afinação global do ser”, um trabalho apoiado em técnicas vocais e corporais, como meio de quebrar resistências orgânicas e emocionais, para facilitar a entrada e culminar no musicoterapêutico, indo ao encontro das necessidades objetivas e subjetivas de crescimento do ser humano.

Dinville (1993, 4) acredita que a voz e a personalidade estão estreitamente relacionadas e são inseparáveis, pois traduzem o ser humano na sua totalidade. “Entre o corpo e a voz existe uma íntima relação. É com eles que o cantor exterioriza sua afetividade e desempenha o papel intermediário entre o público e a obra musical.”

A voz, como importante elemento da comunicação humana e reflexo do estado psíquico e emocional, tem sido utilizada no setting musicoterápico, em várias técnicas, desenvolvidas por diversos musicoterapeutas no atendimento a áreas de atuação profissional diferenciadas. Bruscia (2000, 68), comentando as possibilidades de auto-expressão no processo musicoterápico, afirma que ao cantarmos ou tocarmos instrumentos “liberamos nossa energia interna para o mundo externo, fazemos nosso corpo soar, damos formas a nossos impulsos, vocalizamos o não-dizível ou as idéias não pronunciáveis e destilamos nossas emoções em formas sonoras descritivas”.

Após evidenciarmos a importância do cantar, das canções e da utilização da voz, consideramos ser oportuno discutir as relações entre este importante instrumento de comunicação e o papel do tempo, ou seja, as transformações decorrentes do passar dos anos.

Brack (2000, p. 202) afirma que “A voz também envelhece, porém, se a pessoa tratou-a com atenção, a qualidade vocal permanecerá por mais tempo.” Dinville (1993, p. 121) faz referências ao aparelho respiratório e às mudanças no aparelho fonador: “... os esforços impostos aos órgãos da respiração ou da fonação podem, com o passar do tempo, ou bruscamente, ocasionar problemas orgânicos.”

Costa e Silva (1998, p. 113) comentam que vários fatores influenciam no envelhecimento da voz: “Há os psicológicos e neurológicos, como queda de motivação, surgimento de novos medos e dificuldade de controle neural; e endocrinológicos, associados à diminuição de produção de hormônios, modificações na qualidade do epitélio de revestimento da laringe e queda da capacidade pulmonar.” Para Behlau e Pontes (1995), o início e o grau da deterioração dependem particularmente de cada indivíduo, de sua história de vida, além de fatores constitucionais, raciais, hereditários, sociais e ambientais. Quando a voz é utilizada na relação terapêutica, o contato com o paciente se intensifica por gerar maior proximidade entre ambos.

Cabe ressaltar que, quando há a possibilidade de unir os três tempos - passado, presente e futuro, alcança-se a integralização do ser. Esta união pode ser proporcionada, propiciada e facilitada pela música, levando o musicoterapeuta a ver não o “ser” que é velho, mas o “ser que é”, a sua essência. Tem-se, além disso, a consciência de que quanto mais uma pessoa exercita sua mente, maiores possibilidades terá de mantê-la ágil e receptiva; portanto, ainda suscetível ao desenvolvimento, o que pode ser objetivado pelo profissional em questão, ao trabalhar com o idoso.

Em se tratando do cantar em grupo, observa-se que há um significado muito especial para a maioria dos idosos, pois a possibilidade de reconhecer suas potencialidades faz com que este “canto” traga a auto-expressão, o auto-conhecimento e a auto-realização, pontos que passam a ser fortalecidos pelas relações inter-pessoais estabelecidas no Coro Terapêutico.

Pode-se enumerar ações como exercícios vocálicos, cantar músicas escolhidas pelo grupo, exercícios para relaxamento e de respiração, jogos de memória e outras, que são desenvolvidas neste trabalho - Coro Terapêutico, objetivando os seguintes pontos: valorização da identidade, valorização da auto-expressão, estímulo ao conhecimento do corpo (por meio dos exercícios de relaxamento e de respiração), relação corpo - voz – emoção, melhora das relações intra e inter-pessoais, amplificação da voz , revigorização do aparelho fonador e prevenção de problemas de saúde mental, demências e perdas de memória.

Quanto à postura utilizada, de terapeuta humanista, observa-se o respeito que se deve ter ao tempo de cada participante, considerando as dimensões da idade cronológica, da biológica, da existencial e as demais. As experiências vividas e o modo de ver o mundo trazem subjetividade e complexidade ao ser humano. O seu cantar é um reflexo deste todo existencial. Na condução do grupo, a musicoterapeuta propõe idéias (jogos, atividades), ouve opiniões (como se vestir para a apresentação, como subir ao palco, o que acharam do encontro/aula do dia); acata idéias (sugestão de repertório, músicas a recordar) e dá opiniões (comenta, por exemplo, a importância de cantar em grupo). Musicoterapeuta (condutora da atividade) e grupo (participantes do Coro) traçam objetivos comuns e planejam momentos futuros a partir da realidade presente. Observa-se, durante todo o processo, confiança e respeito pelo grupo com relação à tomada de decisões sobre o mesmo (por exemplo, ao decidir aceitar ou não um convite para apresentação).

Para Ribeiro (1988, p. 17), o “encontro cliente-terapeuta” será sempre um encontro de pessoas. O terapeuta deve sentir afetiva e emocionalmente o cliente, percebendo-o como um todo integrado. “A relação é sempre um encontro de totalidade.”

Este encontro, esta compreensão, no Coro Terapêutico, são viabilizados, principalmente, na “escuta” da musicoterapeuta/condutora ao valorizar as diferentes formas de expressão (o cantar, as mensagens, os textos de autoria própria, fatos do cotidiano, queixas, piadas, memórias e opiniões) trazidas pelos participantes do grupo. Apresenta-se, a seguir, recortes de entrevistas e depoimentos de idosos, transcritos no decorrer de uma pesquisa fenomenológica sobre o Coro Terapêutico:

- “Minha voz parece que melhorou , melhorou a minha mente, tudo eu acho que melhorou com a Oficina, a memória, a dicção melhorou muito”. (A.) “Se não tivesse que vir, ficava em casa, quieta. Assim você é obrigada a agir, se aprontar, tomar o carro e seguir, não é?” (A.V.) “...em casa eu me reservo muito, mas aqui me realizo”. “É terapia, porque aquele é o momento esperado por mim, aquele é o momento que eu me realizo...” (I.) “O coral é uma coisa maravilhosa para a terceira idade pelo menos na minha concepção”;. “É maravilhoso e belo cantar, parece que nos transportamos para o infinito”. (A.) “Todo o sentimento que o ser humano carrega em si, principalmente nós, da 3ª idade, que já passamos por todos os sentimentos e, agora, descobrimos com a experiência, que o mais valioso na vida, é realmente o sentimento”. [...] “...nos conduziu a momentos muito alegres e, por incrível que pareça, nos fez cantar!...E acreditamos na nossa possibilidade... E acreditamos em nós... E transbordamos de alegria ao trazer do passado, músicas até esquecidas, mas cheias de poesia e beleza. E rejuvenescemos!!!” (H.)

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Alguns elementos observados no decorrer do processo terapêutico com o grupo (Coro Terapêutico) foram: a socialização; a solidariedade entre os participantes; a respeitabilidade, que fortaleceu a união do grupo; e, a sensação de auto-realizacão advinda da construção conjunta em torno de um ideal comum a todos, que é a expressão através do cantar.

Acredita-se que as relações sociais que se estabeleceram no grupo são aspectos relevantes para a subjetividade do ser humano, o mundo interno que possui e suas expressões. O homem é um ser social e, como um ser de relações sociais, está em permanente movimento.

Segundo Bock, Furtado e Teixeira (1999) a Psicologia Social, como área de conhecimento, passa a estudar o psiquismo humano, “buscando compreender como se dá a construção desse mundo interno a partir das relações sociais vividas pelo homem. O mundo objetivo passa a ser visto não como fator de influência para o desenvolvimento da subjetividade, mas como fator constitutivo”. (p. 141)

Este fator constitutivo está relacionado ao “cantar” como meio para a auto-expressão e a auto-realização - o que implica no “fazer”, na “atividade” e na realização do homem. A atividade humana é a base do conhecimento e do pensamento do homem, que constrói o seu mundo interno na medida em que atua e transforma o mundo externo.

Outro ponto depreendido das falas dos participantes é que as canções revelam a “subjetividade/existencialidade interna do ser”. Este se relaciona à consciência, ao pensar humano. A consciência não se limita ao saber lógico, incluindo também o saber das emoções e sentimentos do homem, o saber dos desejos e o saber do inconsciente. O “pensar” transpareceu nas canções e nos conteúdos destas, que trouxeram os sentimentos, a subjetividade e o universo afetivo dos participantes.

Rodrigues (1999) acredita que é fundamental para o idoso utilizar suas memórias, suas ricas lembranças e aprendizados, mas que é imprescindível que adicionem novos conhecimentos, que só é possível para quem se abre ao eterno aprender.

Finalmente, observou-se nos depoimentos e entrevistas que a auto-confiança do “ser”, participante do Coro Terapêutico, faz com que ele tenha expectativas para o futuro. Ressalta-se, assim, a identidade. Bock, Furtado e Teixeira (1999) comentam que a identidade é a síntese pessoal sobre si mesmo, é a denominação dada às representações e sentimentos que o indivíduo desenvolve a respeito de si próprio, a partir do conjunto de suas vivências.

Objetivou-se com o Coro Terapêutico para a Terceira Idade proporcionar aos participantes do grupo a auto-realização, a motivação para o viver, a satisfação/prazer, a prevenção da Saúde Mental; a melhoria da qualidade de vida; melhorar as relações intra e inter-pessoais e a interação social; estimular o resgate de memória e valorizar a dignidade de toda e qualquer lembrança, a percepção do outro e do universo sonoro do outro; e, a compreensão da subjetividade, da existencialidade interna de cada um.

Cabe ressaltar que o novo conceito de Coro Terapêutico consiste num grupo conduzido por um musicoterapeuta, com objetivos terapêuticos, em que a voz é utilizada como recurso para a comunicação, expressão, satisfação e interação social. Os participantes, através do cantar, veiculam sua subjetividade, externando sua existencialidade interna.

Acredita-se que é possível proporcionar ao idoso uma sensação diferente daquela em que é somente um sobrevivente, para ser também um agente capaz de inúmeras ações/relações sociais e emocionais. A construção do ser é um processo contínuo que se dá em todas as etapas da vida. Estar consciente deste processo, desta continuidade, pode ser um grande diferencial para a qualidade de vida de todo e qualquer indivíduo.

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1 Profª. Ms. Escola de Música e Artes Cênicas da UFG
ZANINI, C. R. O. - Envelhecimento saudável - o cantar e a gerontologia social. Revista da UFG, Vol. 5, No. 2, dez 2003 on line (www.proec.ufg.br)